"O IMAGINÁRIO HILSTIANO NA CONSTRUÇÃO DE UM NOVO DEUS", artigo acadêmico de Kamilla Kristina Sousa França Coelho.

Neste artigo estudaremos um pouco da obra de Hilda Hilst (1930- 2004), destacando a presença da religiosidade nos poemas. Hilda Hilst é uma escritora considerada pelos leitores como uma autora difícil e complexa (...)porém, seus temas é o que pode transformar a distância entre Hilda e o leitor em algo próximo e correspondente, uma vez que Hilda escreve sobre aflições comuns a todo ser humano, como a morte e a efemeridade do tempo, o amor, o erotismo, a dúvida, a existência de Deus e sua posição em relação a nós.
*Publicado nos anais do VIII Simpósio de Letras - Tributo a Clarice Lispector, realizado na UFG (Universidade Federal do Goiás).
 

"GNOSE, GNOSTICISMO, A POESIA DE HILDA HILST", artigo de Cláudio Willer.
Havia prometido – a mim e a apreciadores da poesia de Hilda Hilst – prosseguir o que foi exposto em Amavisse , de Hilda Hilst: pacto com o hermético, publicado em Agulha (1), por sua vez a transcrição de um artigo publicado em 1990 no caderno Idéias do Jornal do Brasil, a propósito do lançamento do livro de poesias Amavisse. Especialmente, prometera ampliar o exame da presença do gnosticismo em sua obra.
 
"O BEIJO DE SANGUE: A PÓS-MODERNIDADE DO CORPO HILSTIANO EM RÚTILO NADA", artigo acadêmico de Renata Bomfim.

Joalheira da linguagem, Hilda Hilst desafia com uma obra ora doce com um afago, e ora, terrível como um beijo de sangue. É assim que somos confrontados ao primeiro contato com Rútilo nada. Prosa poética ganhadora do prêmio jabuti de 1994, fragmentada, composta por uma orquestração dissonante de vozes, Rútilo nada se aproxima do teatro do absurdo de Ionesco e do teatro da crueldade de Beckett. Este estudo explora os caminhos obscuros/luminosos do texto hilstiano buscando seus atravessamentos com os estudos da pós-modernidade.
 

"HILDA HILST: A IMAGEM DO AMOR NA LÍRICA CONTEMPORÂNEA" artigo de iniciação científica de Karyne Pimenta.

O presente artigo aborda aspectos da vida, obra e criação poética da escritora brasileira Hilda Hilst (1930-2004), no prospecto da temática do erotismo segundo a visão da mulher contemporânea. A pesquisa se orienta pela explanação do erotismo como uma busca psicológica, sua importância para a humanidade e sua relação com a poética hilstiana. Além disso, esse trabalho se remete a textos teóricos acerca do gênero, da linguagem e da importância da imagem para o texto lírico, no intuito de corroborar com a análise dos dois poemas de cunho amoroso-erótico da autora, previamente selecionados.
 

"HILDA HILST E CAIO FERNANDO ABEU" tese de Claudio Carvalho.

Nas páginas que se seguirão, estaremos abordando obras significativas de dois autores brasileiros contemporâneos que têm despertado o interesse não só da crítica especializada, mas também do público leitor: Hilda Hilst e Caio Fernando Abreu. Em poucos anos, tem crescido muito o número de livros, artigos, teses, peças de teatro e outras produções sobre as obras de Hilda e de Caio. Apesar de ainda insuficientemente lidos pelo grande público, pouco a pouco, os livros de Hilda Hilst e os de Caio Fernando Abreu têm demonstrado que vieram para ficar e que não estão entre os muitos produtos descartáveis produzidos em massa pela feroz indústria cultural contemporânea.
 

"O CANTO VIGOROSO DE DUAS MULHERES" tese de Fabiana Amorim.

Durante o segundo semestre de 1998 e o primeiro de 1999, realizamos o trabalho “Adélia Prado e a problemática do gênero”, no qual tivemos a oportunidade de investigar nosso objeto de pesquisa pelo viés teórico dos estudos de gênero e pós-gênero e dos estudos culturais. Pudemos, também, avaliar a questão da mulher e do seu lugar na literatura e na sociedade em geral. O contato com essa pesquisa foi muito importante para amadurecer questões teóricas sobre o gênero na literatura e também fez renascer um projeto antigo sobre a poesia de Hilda Hilst e de Teresa Calderón, cujas obras sempre nos pareceram de relevante importância e contribuição para a cultura de cada um dos seus países e para a literatura das mulheres latino-americanas.
 

"RÚTILO NADA, DE HILDA HILST: CONFISSÃO E DESLOCAMENTO DAS PAIXÕES" artigo científico de Gabriel Albuquerque.

A novela "Rútilo Nada", de Hilda Hilst, abre um campo vasto para as reflexões sobre os sujeitos que se expõem por meio da escrita/confissão e que arriscam deslocamentos afetivos e humanos. É o caso do personagem Lucius Kod: da condição de "pater familias" e articulista em um grande jornal, Lucius, movido pelas paixões, decai, tornando-se um outro, estranho ao seu grupo e classe sociais, mas ganhando em autonomia e humanidade. Por esse viés, Lucius participa da galeria de personagens escritores caídos na derrelição, uma constante nas narrativas da última fase de Hilda Hilst.
 

"O SAGRADO E O PROFANO NAS POÉTICAS DE HILDA HILST E ADÉLIA PRADO" tese de Goimar Dantas de Souza.

Esta pesquisa acadêmica visa a demonstrar a existência do sagrado, do profano e dos aspectos carnavalizantes que compõem as poéticas de Hilda Hilst e Adélia Prado. Pretendemos comprovar, por meio da análise de seus textos, que as duas autoras constroem suas obras como uma espécie de chamamento explícito ao Divino e à compreensão de seus desígnios. Criaturas em busca do entendimento sobre o Criador, as poetisas realizam uma incursão vertiginosa por vias sacro-profanas à medida que nutrem pelo Pai-Eterno sentimentos absolutamente ambivalentes. Para que pudéssemos adentrar com mais precisão em seus universos complexos e complementares, buscamos fundamentos em autores como Mikhail Bakhtin e Octavio Paz, que nos conduziram pelas veredas da poesia, da prosa e do Carnaval. Esperamos, assim, lançar luzes sobre essa dialética de um duplo chamado, atentando, sempre, para a beleza extremista que o compõe e para a rica simbologia presente nesta busca que une amor e ódio, paixão e apatia, prazer e dor, alegria e desespero.
 

"HILDA HILST: AMOR, ANGÚSTIA E MORTE – PASSAGENS GROTESCAS DE UMA ARTE DESARMONICA", tese de Leandra Santos

Fluxo-Floema, o primeiro livro de ficção de Hilda Hilst, publicado em 1970, apresenta uma narrativa com estilo peculiar em que a pontuação torna difícil identificar, imediatamente, quem fala e com quem falam os personagens no texto. Além disso, a narrativa em prosa mistura enredo e ação, revelando-se como poesia, graças a sua flutuação entre filosofia e ficção e aos efeitos do grotesco, inscritos na escolha das palavras e na organização estratégica do texto. O objetivo deste estudo é demonstrar como o grotesco é construído na narrativa e como seus efeitos provocam a sensação de incerteza e desconforto, expondo o homem em angústia e o seu viver em conflito existencial, construindo a poética grotesca e desarmônica de Hilda Hilst.
 

"A OBSCENA SENHORA D, DE HILDA HILST, E AS RELAÇÕES ENTRE EROS, TÂNATOS E LOGOS", dissertação de mestrado apresentada por Cinara Leite.

O erotismo, temática que se encontra presente na produção literária da escritora brasileira Hilda Hilst, é abordado nesta pesquisa sob a perspectiva das relações de gênero, em nossa análise da narrativa A obscena Senhora D. Para desenvolver esta investigação acerca da escrita hilstiana, fez-se necessário, inicialmente, realizar uma breve revisão da crítica feminista, considerando a evolução de seus conceitos que, partindo de uma análise das obras escritas por mulheres e de elementos que unem esses sujeitos, passa a abarca as diferenças entre as mulheres, tendo a cultura como um dos fatores fundamentais a distingui-las. Do mesmo modo, consideramos importante situar a narrativa em questão dentro da produção literária desta autora, sendo fornecida uma visão geral de sua escritura, que engloba poesia, prosa e dramaturgia. A (i) logicidade da nossa protagonista Hillé é questionada como uma construção do outro, tendo por base investigações relativas às relações de poder na sociedade patriarcal, onde mulheres que têm um comportamento divergente daquele previamente estabelecido, são tachadas de insanas. Verificamos, ainda, que esse comportamento fora dos padrões definidos para o seu sexo tem sua origem na exacerbação da força erótica que, na impossibilidade de ser satisfeita fisicamente, é direcionada ao sagrado, na busca da personagem por completude, por Deus, pelo divino.


 


 


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