A figueira, o criador e a criatura

27 de abril , 2016

A figueira é centenária. Por sob seus galhos graúdos, passaram amigos de uma vida e visitantes furtivos. Do mais cético ao mais crente, todos conversaram com ela. Dizem – e é bom que se acredite – , a figueira atende pedidos. Na última semana de abril, ainda nos calcanhares da celebração do aniversário de Hilda Hilst, a figueira será palco e testemunha de mais um diálogo espirituoso.

Um brinde, Hilda Hilst!

20 de abril , 2016

Se estivesse viva, Hilda Hilst completaria hoje 86 anos. No trajeto usual de todas as manhãs, do quarto à cozinha, escolheria com cuidado as palavras para melhor descrever o sonho daquela noite aos amigos, na mesa do café. O fluxo de pensamento seria interrompido apenas ao topar com sua biblioteca ordenada e catalogada em magistrais prateleiras de um arquivo deslizante que agora ocupa o lugar da estante de madeira.

Hilda Hilst, literatura total (in)acessível

21 de março , 2016

Qual é o impacto de um achado artístico a nível nacional? Tornou-se claro que a organização e reedição da obra completa de Hilda Hilst pela editora Globo, iniciada em novembro de 2001, possibilitou o acesso de toda uma geração à literatura total de uma escritora que sempre enfrentou problemas editoriais de distribuição. Pouco se fala, porém, no quanto isso tem reverberado e no quanto ainda ecoará no panorama cultural geral dos próximos anos.

Poesia indispensável

14 de março , 2016

“Hilda Hilst se estabelece, a partir de versos e estrofes dilacerantes, repletos de uma humanidade amplificada, como um ritual de passagem dos que descobrem na poesia a chave para as carícias da vida, embora também saibam que ela é feita de cascos e vísceras.” Camila Alexandrini é professora e pesquisadora em Teoria Literária e Literatura Brasileira e foi convidada pela editora L&PM para apresentar Hilda Hilst no “Guia de leitura: 100 poetas que você precisa ler”.

Hilda Hilst no celular

7 de março , 2016

Os alunos do ensino médio do colégio paulistano Mater Dei encontraram uma maneira de aliar tecnologia e vestibular. Estimulados pela professora Gisa Gasparotto, os estudantes utilizaram uma plataforma de aplicativos para hospedar análises das obras que são leitura obrigatória para o acesso às grandes universidades do país, como USP e Unicamp. A atividade, porém, se desviou das listas literárias do vestibular e incluiu outros autores. Entre eles, Hilda Hilst.

A persona Hilda Hilst

29 de fevereiro , 2016

É sabido que Hilda Hilst dominou com maestria quase todos os gêneros literários: escreveu contos, crônicas, prosa, poesia e teatro de grande qualidade. Mais além, o pesquisador Cristiano Diniz, organizador de Fico besta quando me entendem (2013), aposta, ainda, em outra forma de fazer literatura desenvolvida por Hilda ao longo da carreira. “Ao se levar em conta a leitura de uma sequência de entrevistas da autora é possível afirmar que ela também soube ‘escrever’ nesse gênero”, explica no prefácio.

Receitas antitédio hilstianas

22 de fevereiro , 2016

Entre 1992 e 1995, Hilda Hilst se entregou a uma experiência literária “muito diferente”, nas palavras da própria autora. Foram três anos de contribuição semanal para o então recém-criado Caderno C, do jornal campineiro Correio Popular, com uma coluna de crônicas. O montante foi reunido no livro Cascos & Carícias em 1998 e hoje está, junto a alguns textos inéditos, no volume Cascos & Carícias & Outras Crônicas, relançado em 2001 pela editora Globo Livros.

Para onde vão os trens, meu pai?

15 de fevereiro , 2016

Quando Apolonio de Almeida Prado Hilst soube que teria uma filha mulher sentenciou: “que azar!”. “Aí eu quis mostrar que era deslumbrante”, disse Hilda Hilst, a azarenta, em entrevista aos Cadernos de Literatura Brasileira em 1999. Hilda conviveu pouco com o pai, poeta e jornalista que muito jovem foi internado com esquizofrenia, mas a imagem e a constante ausência ecoaram por toda sua vida e obra. “Quase todo o meu trabalho está ligado a ele porque eu quis.”

Entre livros e performances

8 de fevereiro , 2016

Ser “mãe” em uma família de drag queens é dar dicas e trocar experiências. Foi assim com Valentina, de 18 anos, que adotou, no ano passado, Lana e Maya. Juntas, as três frequentam uma boate LGBT em Campo Grande (MS), onde Valentina é hostess. Quando começou a se montar, por admiração a Hilda e à sonoridade da palavra, ela decidiu usar o sobrenome Hilst, que acabou herdado pelas outras duas. A Revista HH entrevistou Valentina Hilst para saber mais sobre essa história.

Osmo no Teatro da Casa do Sol!

6 de janeiro , 2016

Osmo abre a temporada 2016 do Teatro da Casa do Sol, em Campinas. “Vai ser incrível ocupar a Casa do Sol com o encerramento desse projeto”, diz Donizeti. “Osmo tem uma relação direta com o céu, e vai ser uma emoção muito grande ter a chance de apresentar as palavras de Hilda ao ar livre, na casa dela.” Nos três dias de apresentação (15, 16 e 17 de janeiro), Donizeti Mazonas mergulha no tanque de acrílico que simula o chuveiro do personagem, instalado no pátio da Casa do Sol.