Entre livros e performances

8 de fevereiro , 2016

Ser “mãe” em uma família de drag queens é dar dicas e trocar experiências. Foi assim com Valentina, de 18 anos, que adotou, no ano passado, Lana e Maya. Juntas, as três frequentam uma boate LGBT em Campo Grande (MS), onde Valentina é hostess. Quando começou a se montar, por admiração a Hilda e à sonoridade da palavra, ela decidiu usar o sobrenome Hilst, que acabou herdado pelas outras duas. A Revista HH entrevistou Valentina Hilst para saber mais sobre essa história.

Osmo no Teatro da Casa do Sol!

6 de janeiro , 2016

Osmo abre a temporada 2016 do Teatro da Casa do Sol, em Campinas. “Vai ser incrível ocupar a Casa do Sol com o encerramento desse projeto”, diz Donizeti. “Osmo tem uma relação direta com o céu, e vai ser uma emoção muito grande ter a chance de apresentar as palavras de Hilda ao ar livre, na casa dela.” Nos três dias de apresentação (15, 16 e 17 de janeiro), Donizeti Mazonas mergulha no tanque de acrílico que simula o chuveiro do personagem, instalado no pátio da Casa do Sol.

Retrospectiva 2015: Teatro

28 de dezembro , 2015

“Hilda vive muito no teatro” é uma frase dita não raras vezes pelo presidente do IHH, Daniel Fuentes. A maior parte das cessões de direitos autorais que ele aprova são montagens baseadas na obra de Hilda Hilst. E, apesar de ela ter escrito oito peças no final da década de 1960, sua dramaturgia é pouco encenada: as adaptações se debruçam principalmente sobre a prosa e a poesia. Em 2015, plateias brasileiras e argentinas foram testemunhas da vida de Hilda Hilst no teatro.

Retrospectiva 2015: Memória Oral

21 de dezembro , 2015

O pesquisador Gutemberg Medeiros conheceu Hilda Hilst em uma aula na Unicamp, na década de 1980. Ele se impressionou com a quantidade de cigarros que ela fumava e com a sua forma de falar sobre literatura. “Ela falava de grande autores sabendo que era um colega. Quando ela falava de Joyce, de Becket, de Guimarães Rosa, de Kazantsakis, ela estava falando da turma dela.” O depoimento de Gutemberg foi o primeiro a ser captado para o banco de Memória Oral do Instituto Hilda Hilst.

Retrospectiva 2015: Eventos na Casa do Sol

16 de dezembro , 2015

Escondida na folhagem do jardim plantado por Jose Luis Mora Fuentes na Casa do Sol, Suzan Damasceno aguarda o público na pele de Hillé, a Obscena Senhora D. Sua performance faz parte de uma visita guiada à Casa do Sol, parceria do Sesc com o Instituto Hilda Hilst. Conforme as primeiras pessoas se aproximam, os gruinhidos de Hillé se transformam no monólogo baseado na obra de Hilda Hilst. Desde maio deste ano, quatro turmas estiveram na Casa do Sol para uma visita guiada.

Retrospectiva 2015: Sala de Memória Casa do Sol

8 de dezembro , 2015

Exatos 50 anos depois de sua construção, a Casa do Sol passou por uma série de reformas. Se, em 1965, Hilda Hilst instalava ali o seu templo para produção literária, em 2015, onze anos após sua morte, chegava a estrutura para preservar o legado deixado por ela. O projeto Sala de Memória Casa do Sol*, que revitaliza e organiza o acervo de Hilda Hilst e de outros artistas e escritores que passaram pela Casa, começou em janeiro, com adaptações necessárias à conservação documental.

Retrospectiva 2015: Ocupação Hilda Hilst

1 de dezembro , 2015

Zeca Baleiro subiu ao palco do Auditório Ibirapuera no dia 28 de fevereiro para cantar poesia. Era a primeira vez que o músico e compositor apresentava para um grande público as dez faixas do disco Ode descontínua e remota para flauta e oboé, de Adriana para Dionísio, lançado em 2005. Os poemas musicados de Hilda Hilst inauguraram a Ocupação em homenagem à autora no Itaú Cultural. A Ocupação Hilda Hilst ficou em cartaz em São Paulo durante quase dois meses.

Um armário hilstiano

27 de novembro , 2015

Foi entre as páginas de uma revista que Malu Furia conheceu Hilda Hilst. Aquela reportagem, do início da década de 1980, foi o primeiro recorte de Hilda que a então estudante de jornalismo guardou. “Eu tinha mania de colecionar recortes de jornal dos escritores de que eu gostava”, diz. Nessa época, Malu já era poeta e, depois de tomar uma dose de coragem, enviou uma carta para a escritora que rapidamente se tornou uma ídola intelectual e literária. Hilda nunca respondeu.

Comeram os meus sufixos: Hilda Hilst e a política

23 de novembro , 2015

Chegou aos ouvidos da Ditadura Militar que Hilda Hilst era “uma comunista roxa”. “A polícia foi na casa da minha mãe e queimou todos os meus livros. Era uma coisa muito premente que eu estava sentindo e queria me comunicar mesmo com as pessoas”, contou ela em entrevista à Folha de S. Paulo, em 1999. Foi assim que Hilda começou, no furor de 1968, a escrever peças de teatro, talvez a vertente mais militante de sua obra. No entanto, é difícil definir, ao longo dos anos, sua orientação em termos políticos.

Maldito à moda antiga

18 de novembro , 2015

Felipe Blanco é um escritor à moda antiga. Apesar dos 27 anos de idade, carrega em uma maleta a máquina de escrever que usa para produzir pequenos poemas e alguma dose de prosa. Uma de suas mais novas invenções é uma série diária de versos curtos datilografados em um bloco de notas de garçom. Alguns dias no Programa de Residências serviram para ele despejar no papel o suficiente para nascer o projeto de seu primeiro livro de prosa — duas coletâneas de sua poesia já foram publicadas.