A vida animada da Fadinha Filó

15 de julho , 2016

Filó, a fadinha “lésbica, gorda e miúda” de Bufólicas, vai sair dos livros e ganhar vida em uma animação do estúdio Leite Filmes. O curta está em fase de finalização e, enquanto os leitores de Hilda Hilst aguardam, com ansiedade, sua chegada em festivais, Sávio Leite, um dos idealizadores, conta um pouco sobre o trabalho de adaptar a poesia escrachada da escritora para o mundo dos desenhos animados.

É bom ser estranho e velho

10 de julho , 2016

Talvez seja perigoso, nestes tempos sombrios, lembrar da proposta de ação terrorista feita por Hilda Hilst no começo dos anos 1990. A ideia aparece de relance em Cartas de um sedutor (1991) e em algumas entrevistas e crônicas, especialmente na de 3 de maio de 1993: “Gente, eu já estou uma fúria e para ficar mais calma proponho algumas coisas mais sutis, por exemplo: o Esquadrão Geriátrico de Extermínio, a sigla óbvia seria EGE.”

Por que visitar a casa de um escritor

7 de julho , 2016

No último sábado (2), o Instituto Hilda Hilst participou do I Encontro de Casas-Museus Literários, em São Paulo. Iniciativa da Casa Guilherme de Almeida, o evento pretende ser o primeiro de uma série anual, buscando estabelecer o contato entre as casas do gênero e mobilizar uma rede de troca de experiências e demandas comuns. “A ideia é criar uma rede temática de casas museus-literários em todo o país, entender dificuldades de cada uma, descobrir que trocas podemos fazer. Juntos, ficamos mais fortes no contexto paulista e nacional”, explicou o diretor da casa anfitriã, Marcelo Tápia.

As mulheres comandam a Flip 2016

30 de junho , 2016

Começou ontem, 29 de junho, e vai até o dia 3 julho a sempre esperada Festa Literária Internacional de Paraty, a Flip. Neste ano, a homenageada é a poeta carioca Ana Cristina César, segunda mulher a ocupar essa posição na festa — a primeira foi Clarice Lispector em 2015. A escolha de Ana C., um dos principais nomes da Poesia Marginal dos anos 1970, já era um anúncio de que as mulheres viriam com tudo nesta edição.

Hilda Hilst e o oximoro humano

23 de junho , 2016

Para a epígrafe de Qadós (1973), Hilda Hilst escolheu o trecho de um poema de Invenção de Orfeu, de Jorge de Lima, que fala sobre um “rei animado e anal, chefe sem povo,/tão divino mas sujo, mas falhado”. Esses versos são, na opinião de Marcos Visnadi, mestrando em Literatura Brasileira na Universidade de São Paulo, a síntese da visão de Hilda sobre a humanidade.

Jose Luis Mora Fuentes, o companheiro da Casa

13 de junho , 2016

“Aos quarenta anos, me apaixonei por um jovem de dezoito anos, o nome dele é Mora Fuentes. Baseada nessa paixão eu escrevi Agda, uma personagem que pressentia a velhice diante de um homem mais jovem.” O relato foi feito por Hilda Hilst ao antigo Jornal Nicolau, em 1993. O escritor Jose Luis Mora Fuentes, o Zé, foi uma paixão breve na vida da escritora, mas a amizade permaneceu por toda a vida.

Maria Alice Vergueiro não tem medo da morte

10 de junho , 2016

Amparada pelos atores Carolina Splendore e Luciano Chirolli, Maria Alice Vergueiro anda com dificuldade até o centro do palco. Dá uma volta completa venerando o público e as lápides que compõem o cenário. “Obrigada por virem assistir o meu velório.” Assim, sem cerimônias, a dama underground dá início à impactante performance do espetáculo Why the horse?, um ensaio comovente para o “encontro final”.

O Unicórnio encontra Matamoros

1 de junho , 2016

O olhar atento de Eduardo Nunes logo captou a narrativa imagética de “Matamoros” entre as páginas de “Tu não te moves de ti”, leitura que aconteceu pela primeira vez há cerca de quinze anos e contato debutante com a obra de Hilda Hilst. “Mas faltava alguma coisa para aquilo ser um longametragem, e O Unicórnio veio como uma forma de complementar”, conta. Do encontro das duas novelas, nasceu o roteiro do filme “O Unicórnio”.

Quem tem medo de Hilda Hilst?

25 de maio , 2016

Durante muito tempo a obra de Hilda Hilst foi considerada de difícil penetração. O manto da complexidade imbuído pelos críticos e a distribuição escassa de seus livros geraram na escritora uma grande perturbação: a falta de leitores. Na academia, no entanto, Hilda nunca teve problema em circular. É figura querida por professores e alunos de grandes universidades desde os primórdios de sua carreira.

Poesia sem rosto

6 de maio , 2016

O olhar da artista plástica Ceci Silva é um dos que reinventam a obra de Hilda Hilst nesta semana em Recife. Ela é uma das convocadas pela produtora Bruna Leite para participar da Ocupação Casa do Sol: Um Encontro com Hilda Hilst, série de eventos que culminam em uma mostra relâmpago no Museu de Arte Moderna Aloísio Magalhães, o Mamam, de 7 a 14 de maio. A missão de Ceci era criar uma obra com inspiração no livro Contos D’Escárnio, Textos Grotescos. Antes de expor o resultado no Mamam, ela contou um pouco sobre o processo à Revista HH.