Quem tem medo de Hilda Hilst?

25 de maio , 2016

Durante muito tempo a obra de Hilda Hilst foi considerada de difícil penetração. O manto da complexidade imbuído pelos críticos e a distribuição escassa de seus livros geraram na escritora uma grande perturbação: a falta de leitores. Na academia, no entanto, Hilda nunca teve problema em circular. É figura querida por professores e alunos de grandes universidades desde os primórdios de sua carreira.

Poesia sem rosto

6 de maio , 2016

O olhar da artista plástica Ceci Silva é um dos que reinventam a obra de Hilda Hilst nesta semana em Recife. Ela é uma das convocadas pela produtora Bruna Leite para participar da Ocupação Casa do Sol: Um Encontro com Hilda Hilst, série de eventos que culminam em uma mostra relâmpago no Museu de Arte Moderna Aloísio Magalhães, o Mamam, de 7 a 14 de maio. A missão de Ceci era criar uma obra com inspiração no livro Contos D’Escárnio, Textos Grotescos. Antes de expor o resultado no Mamam, ela contou um pouco sobre o processo à Revista HH.

O Recife é Hilda Hilst

4 de maio , 2016

Foi em 2014 que a jornalista e produtora de eventos Bruna Leite conheceu a obra de Hilda Hilst. O encontro foi intenso, e a pernambucana voou até Campinas para passar alguns dias na Casa do Sol. Bruna está por trás do projeto Ocupação Casa do Sol: Um Encontro com Hilda Hilst, que na primeira semana de maio leva a Recife uma série de atividades inspiradas na vida e na obra da escritora.

A figueira, o criador e a criatura

27 de abril , 2016

A figueira é centenária. Por sob seus galhos graúdos, passaram amigos de uma vida e visitantes furtivos. Do mais cético ao mais crente, todos conversaram com ela. Dizem – e é bom que se acredite – , a figueira atende pedidos. Na última semana de abril, ainda nos calcanhares da celebração do aniversário de Hilda Hilst, a figueira será palco e testemunha de mais um diálogo espirituoso.

Um brinde, Hilda Hilst!

20 de abril , 2016

Se estivesse viva, Hilda Hilst completaria hoje 86 anos. No trajeto usual de todas as manhãs, do quarto à cozinha, escolheria com cuidado as palavras para melhor descrever o sonho daquela noite aos amigos, na mesa do café. O fluxo de pensamento seria interrompido apenas ao topar com sua biblioteca ordenada e catalogada em magistrais prateleiras de um arquivo deslizante que agora ocupa o lugar da estante de madeira.

Hilda Hilst, literatura total (in)acessível

21 de março , 2016

Qual é o impacto de um achado artístico a nível nacional? Tornou-se claro que a organização e reedição da obra completa de Hilda Hilst pela editora Globo, iniciada em novembro de 2001, possibilitou o acesso de toda uma geração à literatura total de uma escritora que sempre enfrentou problemas editoriais de distribuição. Pouco se fala, porém, no quanto isso tem reverberado e no quanto ainda ecoará no panorama cultural geral dos próximos anos.

Poesia indispensável

14 de março , 2016

“Hilda Hilst se estabelece, a partir de versos e estrofes dilacerantes, repletos de uma humanidade amplificada, como um ritual de passagem dos que descobrem na poesia a chave para as carícias da vida, embora também saibam que ela é feita de cascos e vísceras.” Camila Alexandrini é professora e pesquisadora em Teoria Literária e Literatura Brasileira e foi convidada pela editora L&PM para apresentar Hilda Hilst no “Guia de leitura: 100 poetas que você precisa ler”.

Hilda Hilst no celular

7 de março , 2016

Os alunos do ensino médio do colégio paulistano Mater Dei encontraram uma maneira de aliar tecnologia e vestibular. Estimulados pela professora Gisa Gasparotto, os estudantes utilizaram uma plataforma de aplicativos para hospedar análises das obras que são leitura obrigatória para o acesso às grandes universidades do país, como USP e Unicamp. A atividade, porém, se desviou das listas literárias do vestibular e incluiu outros autores. Entre eles, Hilda Hilst.

A persona Hilda Hilst

29 de fevereiro , 2016

É sabido que Hilda Hilst dominou com maestria quase todos os gêneros literários: escreveu contos, crônicas, prosa, poesia e teatro de grande qualidade. Mais além, o pesquisador Cristiano Diniz, organizador de Fico besta quando me entendem (2013), aposta, ainda, em outra forma de fazer literatura desenvolvida por Hilda ao longo da carreira. “Ao se levar em conta a leitura de uma sequência de entrevistas da autora é possível afirmar que ela também soube ‘escrever’ nesse gênero”, explica no prefácio.

Receitas antitédio hilstianas

22 de fevereiro , 2016

Entre 1992 e 1995, Hilda Hilst se entregou a uma experiência literária “muito diferente”, nas palavras da própria autora. Foram três anos de contribuição semanal para o então recém-criado Caderno C, do jornal campineiro Correio Popular, com uma coluna de crônicas. O montante foi reunido no livro Cascos & Carícias em 1998 e hoje está, junto a alguns textos inéditos, no volume Cascos & Carícias & Outras Crônicas, relançado em 2001 pela editora Globo Livros.